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Ariana Grande, catolicismo e misoginia

(Imagem do videoclipe oficial "God Is A Woman")

É impressionante como colocar "ela" no lugar de "ele" incomoda tanto! Principalmente quando se trata do "ele" do catolicismo e é bem sabido o curso da Igreja Católica nesses anos todos de sua existência (*tosse* machista *tosse*). Ariana Grande, em seu àlbum "Sweetener" de 2018, foi amplamente aclamada e também julgada pela música "God Is A Woman", onde fica muito claro sua intenção de cutucar a misoginia, e colocar em ênfase o empoderamento, a libertação sexual femininos e espiritualidade.

O videoclipe da música foi dirigido por Dave Meyers e lançado no mesmo dia da canção. A produção apresenta um conceito predominantemente feminino, desde referências a uma pintura de Georgia O’Keeffe, passando por Michelangelo e sua obra "A Criação de Adão" (a qual a versão de Ariana possui gêneros invertidos), a icônica imagem da loba que alimentou Rômulo e Remo (mitologia romana),  até um monólogo, recitado por Madonna,  retirado da passagem 25:17 do livro de Ezequiel (claro que, citada do ponto de vista feminino). Sim, essa passagem também foi recitada por Samuel L. Jackson, em Pulp Fiction, mas não quero entrar nesse universo do Tarantino.

(Imagem do videoclipe "God Is A Woman")

Ariana Grande, que na época só tinha 25 anos, já havia sido alvo de sexismo e misoginia durante entrevistas e citações jornalísticas, assim como muitas grandes artistas mulheres. Não é preciso dizer quais delas já passaram por isso mas vai aqui uma pequena lista pra quem quiser dar uma pesquisada: a própria Madonna, Cher, Nina Simone, Aretha Franklin, Lady Gaga, todas já passaram por esse constrangimento. 

(Imagem do videoclipe "God Is A Woman")


De acordo com Grande a letra possui dois principais temas: "empoderamento sexual feminino" e o quão as mulheres são importantes neste mundo. Tão importantes que o universo está basicamente dentro delas!






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