"Que Parva Que Sou" é uma música da banda lisboeta Deolinda. Foi apresentada em 2011 nos Coliseus de Porto e Lisboa e obteve a simpatia do público justamente por tratar-se de um problema comum a muitas gerações pelo mundo.
A letra fala sobre uma geração de 30 anos que, por depender de baixíssimas remunerações e poucas oportunidades, mesmo formados, ainda moram na casa dos pais e adiam suas vidas e sua independência.
2011 foi também o ano em que Portugal pediu intervenção do FMI (Fundo Monetário Internacional) pela 3ª vez. O país, que já sofria as consequências da crise global de 2008, acabava por debater-se ainda mais com dívidas públicas e privadas e também com o desemprego.
Algumas das reformas propostas pelo FMI pioraram a situação desta geração com aumento de impostos, redução nos salários, privatizações nos setores de transporte, energia e comunicação e redução de cargos públicos.
"Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo que para ser escravo é preciso estudar" é o tipo de refrão que perturba e ao mesmo tempo conecta o ouvinte. Numa entrevista a Blitz a banda comentou sobre sua apresentação: "Verso a verso, fomos sentindo o público a apropriar-se da canção e a tomá-la como sua."
Já ouviu essa música com esses olhos?

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