Killing In the Name, da banda Rage Against The Machine, foi composta 6 meses após o caso Rodney King (um taxista negro que foi acusado de conduzir embriagado e espancado pelos policiais que o autuaram) ser noticiado nos EUA em março de 1991.
A música, mesmo com poucos versos, é carregada de crítica social e política, denuncia a brutalidade policial, o abuso de poder e a violência racista e aponta a normalização da violência nos EUA.
Seus últimos versos são a repetição da frase "Fuck you! I won't do what you tell me./ F***-se! Não farei o que me dizes." a convidar o ouvinte ao afrontamento e também a desobediência civil.
Recentemente este verso tornou-se o grito principal de protestantes em Portland, Oregon, que foram as ruas após a Administração Trump enviar agentes federais para várias cidades norte-americanas.
Movimento este vinculado ao caso de George Floyd (homem negro de 40 anos brutalmente imobilizado por policiais e mesmo repetindo 11 vezes que não podia respirar foi morto asfixiado), em maio de 2020, e que também colocou em pauta muitos outros casos envolvendo a brutalidade policial contra a população negra.
Killing In The Name, como o guitarrista da banda, Tom Morello, afirmou durante uma entrevista recente a Rolling Stones, foi escrita com o propósito de ser um hino de protesto, assim como todas as músicas de R.A.T.M.
Já ouviu essa música com esses olhos?

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